O professor de jiu-jitsu Melqui Galvão foi preso em Manaus (AM), na última terça-feira (28), suspeito de crimes sexuais contra alunas no Brasil e no exterior. A detenção foi realizada pela Polícia Civil, a pedido da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo, após ao menos três denúncias formalizadas, entre elas, a de uma adolescente de 17 anos nos Estados Unidos.
Em áudios atribuídos ao professor, ele admite ter tocado a barriga de uma das denunciantes “rapidamente”, por “três segundos, no máximo”, sob a alegação de que acreditava que a aluna estivesse dormindo. Segundo as investigações, Galvão também teria tentado oferecer compensações financeiras para evitar que os casos fossem levados adiante.
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Nas gravações, o professor afirma estar arrependido e reconhece a inadequação de sua conduta, mencionando inclusive sua posição de liderança, o fato de ser casado e sua busca por apoio religioso após o episódio.
Em um dos áudios enviados ao responsável por uma das alunas, que afirma ter sido vítima, ele declara: “Eu já fiz terapia. Eu fui pra igreja várias vezes. Eu não traio minha mulher (…) Eu toquei na barriga dela. Eu toquei rapidamente, uns três segundos, no máximo. Eu achei que ela estava dormindo. Eu me arrependo profundamente disso”.
Em outro trecho, Galvão reforça o arrependimento e relata angústia diante da situação: “Eu tô totalmente arrependido, totalmente angustiado com o que eu fiz. Nenhuma coisa pode justificar meu comportamento. Eu, como líder, como um cara que já tem uma certa idade, não poderia ter repetido esse comportamento com a sua filha. Mas eu quero também falar que , de verdade, eu nunca planejei isso”, afirma, reconhecendo a gravidade dos atos.
De acordo com as investigações, o professor teria tentado oferecer compensações financeiras para evitar que os casos fossem denunciados. A investigação está sob sigilo e um processo corre em segredo de Justiça, atendendo ao que recomenda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Foto: reprodução redes sociais






