Autor de Feminicídio e Homicídio é condenado a mais de 66 anos de prisão

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Em sessão realizada na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o Conselho de Sentença da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou Antônio Márcio Silva de Castro a uma pena de 66 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. O réu foi julgado pelos crimes de feminicídio contra sua ex-companheira, Manuella Sabrina Barros Queiroz, e homicídio qualificado contra o atual parceiro dela, Victor Hugo de Oliveira Flores da Silva.

De acordo com os autos, o crime ocorreu na manhã de 8 de junho de 2025, no bairro Novo Aleixo, quando Antônio Marcio invadiu o prédio residencial onde Manuella morava e cometeu os crimes com disparos de arma de fogo.

O Conselho de Sentença rejeitou as teses da defesa, que buscava a desclassificação para homicídio simples contra Manuella e a alegação de legítima defesa no caso de Victor Hugo. O Ministério Público sustentou a condenação do acusado pela prática do delito de feminicídio no contexto de violência doméstica ou familiar contra a mulher, com a incidência da causa de aumento de pena em virtude da presença física de descendente da vítima no local do crime.

Leia também: Três Poderes lançam pacto para enfrentamento ao feminicídio no Brasil

Pelo crime contra Manuella Sabrina, o réu foi condenado a 48 anos, 1 mês e 15 dias, e, pelo homicídio de Victor Hugo Homicídio Qualificado, Antônio Márcio recebeu uma pena de 18 anos e 9 meses

O magistrado determinou a execução provisória da pena e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Antônio Marcio Silva de Castro iniciará o cumprimento da sentença em regime fechado.

O julgamento do processo n.º 0157312-87.2025.8.04.1000 foi realizado no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis e foi presidido pelo juiz de direito Leonardo Mattedi Matarangas. Pelo Ministério Público atuou o promotor de justiça Gabriel Salvino Chagas do Nascimento. O promotor teve como assistentes de acusação as advogadas Camila Santana de Lima e Jadiane de Sena Kavadi. Os advogados André Humberto Fortes Papaléo, Isabel Luana Nobre Papaléo e Eguinaldo Gonçalves de Moura atuaram na defesa do réu.

Foto: divulgação/ Tjam

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