Pará apresenta aumento de 374% nos focos de queimadas nos primeiros dias de 2026

Estado que sediou, em novembro de 2025, a COP30 (Conferência das Nações Unidas para o Clima), o Pará registrou aumento de 374% nos focos de queimadas, entre 1 e 13 de janeiro deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2025, passando de 182 para 864 ocorrências. Os dados são do do satélite de referência do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Leia também: Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos

Entre os nove estados da Amazônia Legal, o Pará apresentou um número significativamente maior no volume de focos. Percentualmente, o Tocantins foi o que obteve o maior aumento: 5.900%. Apesar disso, as ocorrências, nos primeiros dias deste ano, somaram 60. No ano anterior, no mesmo período, apenas um foco de queimada foi detectado no Estado pelo INPE.

No contexto da Amazônia Legal, Roraima foi o único estado da divisão geográfica a obter redução. Foram 165 registros em 2025 e 150 neste ano, uma queda de 9%. O Amazonas manteve-se no mesmo patamar do ano passado, com 5 focos de incêndios florestais registrados.

Considerando toda a área da Amazônia Legal, o aumento, conforme o INPE, foi de 196%, passando de 619 para 1.835 ocorrências.

Veja os números dos estados da Amazônia Legal:

Acre: 1 (aumento de 50%)

Amapá: 34 (aumento de 1.033%)

Amazonas: 28

Mato Grosso: 98 (aumento de 100%)

Pará: 864 (aumento de 374)

Rondônia: 6 (aumento de 50%)

Roraima: 150 (redução de 9%)

Tocantins: 60 (aumento de 5.900%)

Maranhão: 778 (aumento de 175%)

Bioma Amazônia

Seguindo a tendência, o bioma Amazônia registrou um aumento de 1.575% no volume de focos de calor, nos 13 primeiros dias deste ano, passando de 528 para 1.575.

Foi o maior aumento entre os sete biomas brasileiros monitorados pelo INPE, através de imagens via satélite. Além da Amazônia, outros quatro biomas tiveram aumento no volume de focos de calos. Pampa e Pantanal recuaram no comparativo com 2025. Veja os números na imagem abaixo, extraída do site do INPE.

Pará se manifesta sobre aumento

Em nota enviada ao portal Amazônia Plural, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) do Governo do Pará informou que os dados dos primeiros 11 dias do ano podem apresentar variações percentuais elevadas em função de eventos concentrados em poucos dias e localidades específicas, “o que não representa, necessariamente, uma tendência anual consolidada”.

Reforçou que nos últimos anos, o Governo do Pará tem ampliado de forma significativa sua capacidade institucional e operacional no enfrentamento às queimadas e aos incêndios florestais, por meio do fortalecimento da política pública estadual. Entre as principais medidas estão a estruturação do Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (Pepif), a intensificação do monitoramento, da fiscalização e da responsabilização com base em dados territoriais, além da atuação integrada com parceiros institucionais e municípios em áreas críticas.

Segundo a Semas, em 2025, o Pará registrou redução de 67% no número de focos de calor em comparação com 2024, passando de 55.298 para 18.011 registros.

Seca e raios podem influenciar no aumento dos focos de calor

Em nota enviada ao Amazônia Plural, no último dia 8, o Ministério do Meio Ambiente falou do aumento de focos de calor registrado pelo INPE nos primeiros dias do ano no bioma Amazônia, e informou que o período é considerado curto para uma análise sobre tendências futuras. À época, os dados do INPE já apontavam um aumento de 150% nas queimadas na região.

“É importante considerar que o monitoramento aponta focos de calor, o que é um indicativo importante, mas que não necessariamente se traduz em queimadas ou incêndios florestais. E também cabe lembrar que, diferentemente do que ocorre na maior parte do bioma Amazônia, o estado de Roraima possui um período de seca e queimadas nos primeiros quatro meses do ano, de janeiro a abril. Por sua localização próxima à Linha do Equador e características da vegetação, é comum um aumento nos registros de calor neste período. Por fim, existe a incidência de raios quando eventualmente chove na região, o que não impacta tanto florestas, mas pode gerar fogo em campos abertos”, destaca um trecho da nota do Ministério.

Ainda conforme o MMA, cumprindo as políticas de prevenção e combate a incêndios florestais, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contam com equipes de brigadistas de prontidão tanto em Roraima quanto nos demais estados do bioma.

Foto: Canva – Banco de Imagens

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