Altamirando Pinto de Oliveira, autuado pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), por desmatamento ilegal em mais de 100 hectares no município de São Félix do Xingu, no Pará, por duas vezes (em 2012 e 2019), está entre os 1,4 mil presos acusados de participarem dos atos golpistas antidemocráticos em Brasília, no último dia 8. A informação foi divulgada pelo site InfoAmazônia.
O crime ambiental ocorreu na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu , na Fazenda 6 irmãos, e as multas somam mais de R$ 1 milhão. Altamirando também foi notificado nos anos de 2014 e 2020, através de editais publicados no Diário Oficial da União (DOU).
No local onde foi constatado o desmatamento, há, ainda, indícios de grilagem. Altamirando, que está preso na unidade prisional da Papuda, no DF, é servidor municipal aposentado Nova Xavantina, no Mato Grosso, estado que, assim como o Pará, também faz parte da Amazônia.
Ele e os outros envolvidos no episódio, considerado um dos maiores atos antidemocráticos da história do Brasil, poderá responder por atentado contra o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, perseguição, incitação ao crime, terrorismo, entre outros.
Ele e os extremistas bolsonaristas que participaram da ação, contestavam a vitória do presidente Lula, nas eleições, e tinham o objetivo de instalar estado de exceção com a invasão aos prédios dos três poderes.






