UEA apresenta proposta de novo sistema de cotas à Aleam

Na nova distribuição, destaca-se que 50% das vagas serão destinadas, exclusivamente, a candidatos do estado do Amazonas

Após 20 anos, a Universidade do Amazonas (UEA) realizou uma reavaliação do sistema de cotas e apresentou, por meio do Governo do Amazonas, uma proposta que atende às leis vigentes e que, ao mesmo tempo, fortalece o papel da instituição de desenvolver o ensino na região, especialmente no interior. Na nova distribuição, destaca-se que 50% das vagas serão destinadas, exclusivamente, a candidatos do estado do Amazonas. E os outros 50% serão abertos à ampla concorrência.

O projeto de lei apresentado à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) foi elaborado em um grupo de trabalho que contou com a colaboração de servidores da UEA e de outras instituições e poderes. No texto, fica determinado que 60% das vagas serão ofertadas por meio do Sistema de Ingresso Seriado (SIS) e 40% por meio do Vestibular.

Com foco na valorização do conhecimento na região, o novo cenário apresenta, ainda, um acréscimo significativo no número de cursos com reserva de vagas para estudantes do interior. Agora, são dez cursos estratégicos que contam com um grupo específico para candidatos que tenham cursado pelo menos oito séries da educação básica em escola em município do interior do estado.

Antes, o grupo destinado a estudantes do interior contemplava três cursos da área da saúde e, no novo projeto, a universidade abrange diferentes áreas do conhecimento, fato que evidencia os esforços da UEA voltados à democratização do ensino. Trata-se dos grupos 12 (Vestibular) e K (SIS), que se destinam aos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem, Direito, Administração, Ciências Contábeis, Turismo, Engenharia Civil, Sistemas de Informação, Engenharia Florestal.

Visão social

A reitora em exercício da UEA, Prof.ª Dra. Kátia Couceiro, destaca que a nova política surge com o objetivo de não somente adequar o sistema de cotas mas, também, de aprimorar a distribuição das vagas. “Mais cursos estão acessíveis a cotistas oriundos do interior. Temos, ainda, uma visão social das políticas afirmativas muito clara, incluindo pretos, indígenas e Pessoas com Deficiência (PCD’s). A prioridade para o SIS, que tem o maior número de vagas, é estratégica, pois valoriza o ensino médio e incentiva o bom desempenho dos estudantes”, disse.

A nova proposta tem como finalidade adequar a legislação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucional a política de cotas da UEA. O grupo de trabalho responsável pelo texto foi composto por servidores da UEA, Casa Civil, Secretaria do Governo, Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) e deputados da Aleam.

Para o diretor da Comissão Geral de Concursos (CGC), Prof. Dr. Jonas de Oliveira, é importante salientar que a UEA segue o padrão nacional de valorizar a escola pública dentro de suas cotas. “Aproveitamos esse momento para revisar as nossas políticas e aperfeiçoarmos o sistema de distribuição de vagas. O foco nos cursos que têm maior potencial de desenvolvimento em municípios do interior traduz bem os impactos positivos que serão proporcionados à sociedade amazonense”, pontuou.

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