Em comemoração ao ‘Dia do Fonoaudiólogo’, comemorado em 9 de dezembro, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) destaca a importância do especialista na prevenção de todas as condições relacionadas à linguagem humana, principalmente, às que impactam a vida de crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção (TEA), deficiência intelectual, síndrome de Down e transtornos de aprendizagem.
A fonoaudióloga pediatra que atua na Policlínica Codajás, Rosilene Lima, ressalta que a abordagem da especialidade vai além das palavras; é um caminho para um desenvolvimento integral, onde a comunicação é a chave para desbloquear o potencial de aprendizado e interação social para crianças e adolescentes. A unidade já contabiliza 1,3 mil atendimentos desse tipo, só este ano.
“Quando uma criança ou adolescente passa pelo tratamento fonoaudiológico, não estamos apenas aprimorando a comunicação, estamos construindo um alicerce para o seu desenvolvimento e desempenho escolar”, explica a fonoaudióloga.
A unidade recebe, em média, 25 pacientes para serem atendidos semanalmente. Cada sessão tem duração de 30 a 40 minutos. Ela enfatiza o uso de estratégias lúdicas na fonoterapia, tornando o ambiente propício para o aprendizado enquanto se diverte.
“Nos casos de pacientes com Transtorno do Espectro Autista e outras condições, nosso objetivo é auxiliar as crianças e adolescentes a se expressarem, seja verbalmente ou por meio de outras formas de comunicação. Mais do que isso, trabalhamos no desenvolvimento de habilidades sociais e na autonomia”, destaca a fonoaudióloga.
Rosilene enfatiza ainda a importância da família e da escola nesse processo, destacando-os como co-terapeutas fundamentais. “Para além da comunicação, buscamos proporcionar qualidade de vida a esses pacientes, e isso requer um trabalho em conjunto com a família e a escola”, destaca.
Em acompanhamento em saúde na unidade há três anos, a dona de casa Joana Moura, traz o Luiz Miguel para terapia e conta sobre a evolução do filho. “Ele melhorou bastante com as terapias e as tarefas para casa também têm ajudado no desenvolvimento dele, pois antes, não entendia o que acontecia e a partir do diagnóstico e acompanhamento, hoje meu filho tem uma melhor qualidade de vida”, declarou a mãe.
*FOTO:* Islânia Lima






