O Governo do Amazonas decretará situação de emergência nos municípios do Estado afetados pela estiagem, que já é considerada a maior dos últimos dez anos. Um comitê de crise será criado para tratar das ações de enfrentamento à vazante. Entre as medidas anunciadas, está a destinação de cestas básicas às famílias de cerca de 500 alunos da rede pública estadual de ensino, impossibilitados de irem à aula. Serão injetados R$ 10 milhões no programa Merenda em Casa, coordenado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
A entrega das cestas tem início nesta sexta-feira, 29. A medida, segundo o governador Wilson Lima, visa garantir a segurança alimentar dos estudantes, que têm parte das refeições diárias, garantida a partir da merenda escolas. Até agora, 18 cidades do Amazonas decretaram situação de emergência, incluindo Manaus, cujo decreto foi publicado na última quinta-feira, 28, após o rio Negro registrar um nível abaixo de 16 metros em comparação ao nível do mar.
Ao todo, 60 dos 62 municípios do Amazonas foram afetados pela seca. Apenas Apuí e Presidente Figueiredo estão fora da lista.
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, a previsão é que mais de 50 municípios entrem em estado de emergência até outubro por conta da estiagem, afetando até 500 mil pessoas no estado.
Em Tefé, na calha do Solimões, mais de 100 botos foram encontrados mortos, nos últimos dias, e, decorrência da vazante.






