O Governo Federal autorizou o uso da Força Nacional no combate às queimadas, na região do Sul do Amazonas que, historicamente, é a área mais afetada com a chegada do verão amazônico e com a redução das chuvas. A estiagem segue até setembro. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Amazonas registrou 428 focos de fogo entre 1 de janeiro e 6 de julho, um aumento de 11% no comparativo com o mesmo período do ano passado.
A informação foi confirmada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, no Twitter.

Pelo menos 60 homens devem chegar ao Estado, nos próximos dias, e vão permanecer dando apoio ao Governo do estado, por pelo menos três meses.
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBama) e Corpo de Bombeiros do Amazonas já atuam na fiscalização na região, que é foco de grileiros na promoção do desmatamento ilegal e queimada de vegetação para a criação de áreas de pasto.
Na última quinta-feira, 7, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) anunciou o envio de tropa da corporação para a primeira fase da Operação Aceiro 2023, que tem o objetivo de combater os focos de incêndios florestais no sul do estado. Ao todo, serão 74 bombeiros militares e 10 viaturas, divididos em equipes de combatentes com destino aos municípios de Humaitá, Apuí, Boca do Acre, Lábrea e Manicoré.
De acordo com o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Ximenes Muniz, a operação terá como base estes cinco municípios que fazem parte do chamado Arco do Fogo, onde há o maior registro de focos de calor durante o verão amazônico. A maior parte das áreas de detecção desses focos de calor no Amazonas são terras de responsabilidade do governo federal.
“Estaremos enviando esse efetivo e destaco que os municípios que receberão as tropas já têm brigadistas capacitados pelo Corpo de Bombeiros. Então, além da nossa tropa, estamos enviando viaturas novas com equipamentos adquiridos de combate a incêndio. São pick-ups com capacidade de entrar em ramais e dar uma pronta resposta”, explicou o comandante-geral do CBMAM.
A Aceiro 2023, coordenada pelo CBMAM, integra a Operação Tamoiotatá 3, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). O plano de ação também é composto por agentes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp); brigadistas civis; Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).
“Trabalhamos em parceria com a Sema, que também está envolvida. É um conjunto de órgãos que, a partir de agora, irão atuar mais intensamente. Já estamos atuando na fiscalização e agora vamos atuar no combate porque estamos entrando no período de maior incidência de incêndios florestais. A prevenção do Corpo de Bombeiros inibe os casos e agora com base lá fica mais fácil de dar pronta resposta antes que o princípio de incêndio se transforme em uma grande tragédia”, pontuou coronel Muniz.
Preparo Técnico
O comandante-geral do CBMAM detalha que para atuarem de forma precisa na operação Aceiro, os bombeiros militares passaram por um treinamento intensivo ao longo da quarta e quinta-feira (05 e 06/07), e irão embarcar para os municípios na próxima segunda-feira (10/07). Dos 74 bombeiros preparados para a operação, 54 são do Comando de Bombeiros da Capital (CBC) e 20 já integram a Tamoiotatá no interior do estado.
Fases da Operação
O cronograma prevê a divisão da “Aceiro 2023” em quatro fases operacionais, sendo a primeira com início no dia 10 deste mês e retorno previsto para 8 de agosto, seguindo com as outras três fases do plano até o mês de novembro, quando encerra a ação.
FOTOS: Divulgação/CBMAM






