Amazonas lidera desmatamento em abril na Amazônia, com 92 km² de devastação

O Amazonas foi o estado líder em desmatamento no País, no mês de abril, devastando 92 km², segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon. Segundo a entidade, 77 km², ou, 84% do total, estão concentrados em cinco municípios da região sul: Canutama, Lábrea, Apuí, Manicoré e Novo Aripuanã. Além disso, o estado teve a terra indígena mais desmatada da Amazônia, a Tenharim Marmelos (Gleba B), que fica nos municípios de Humaitá e Manicoré.

O Instituto reiterou o alerta de desmatamento no Sul do Estado, que, historicamente, é a área que concentra a maior parte do desmatamento e também grande parte das queimadas ilegais.

O Pará ficou em segundo no ranking de abril, com 81 km² desmatadas, aponta o monitoramento do Imazon. O destaque vai para áreas protegidas sob cuidado do governo do estado, a exemplo da APA Triunfo do Xingu, unidade de conservação mais desmatada em toda a região, com a perda do equivalente a 500 campos de futebol de floresta (5 km²) apenas em abril. No mês anterior, em março, o território também teve uma área do mesmo tamanho derrubada, somando 10 km² de devastação em apenas dois meses.

“Outra unidade de conservação estadual onde o desmatamento avançou em abril foi a APA do Tapajós, onde 2 km² foram derrubados, o equivalente a 200 campos de futebol. Juntas, essas duas APAs paraenses concentraram 58% de toda a derrubada ocorrida em unidades de conservação na Amazônia em abril. Ou seja, são territórios que necessitam de ações urgentes de retirada dos invasores ilegais”, informa Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon.

Na análise que considera o percentual de desmatamento por estado, no quadrimestre, o Amazonas figura em segundo, com 23% do total de área devastada na Amazônia, perdendo para o Mato Grosso, que somou 33%.

Apesar dos dados negativos, a derrubada da floresta amazônica teve uma queda de 36% no primeiro quadrimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022. O indicados não foi suficiente para tirar 2023 do pódio das maiores áreas desmatadas de janeiro a abril em 16 anos.

Conforme o monitoramento por satélites do Imazon, a destruição acumulada no período chegou aos 1.203 km², a terceira maior desde 2008, quando a medição foi implantada. Este ano só não teve os piores primeiros quadrimestres do que 2021 e 2022, quando a devastação aumentou expressivamente na região. 

*Com informações do Imazon

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